Archive October 19, 2026

Manifesto: Do Hype ao ROI

Talvez a gente esteja fazendo a pergunta errada sobre Inteligência Artificial.

Nos últimos anos, tenho visto empresas fazendo a mesma pergunta:

“Como podemos usar mais IA?”

Mas usar mais IA não deveria ser o objetivo.

Assim como ter mais dados nunca deveria ter sido.

A pergunta que me interessa é outra:

“O que precisamos fazer melhor e onde a IA realmente pode ajudar?”

Parece uma diferença pequena. Não é.

Existe uma obsessão no mercado por eficiência: fazer mais rápido, mais barato, com menos pessoas, em menos tempo.

Só que eficiência sem eficácia pode simplesmente nos ajudar a fazer muito bem aquilo que nem deveria estar sendo feito.

Por isso, cada vez mais acredito que a ordem precisa ser invertida:

1. Eficácia: estamos fazendo a coisa certa?
2. Eficiência: conseguimos fazer melhor?
3. Escala: conseguimos multiplicar esse resultado?

É só depois dessas perguntas que entram ChatGPT, Claude, agentes, automações, RAG, n8n ou qualquer que seja a tecnologia da vez.

Eu trabalho com tecnologia há cerca de duas décadas e já vi algumas ondas passarem.

Data Warehouse.
Big Data.
Cloud.
Data Science.
Machine Learning.
Agora, Inteligência Artificial Generativa.

As tecnologias mudam.

Uma coisa não muda:

valor só aparece quando tecnologia encontra um problema que vale a pena resolver.

Talvez por isso eu esteja cada vez menos interessado no hype da IA e cada vez mais interessado no que acontece depois do hype.

Como transformamos experimentação em capacidade?

Como transformamos capacidade em resultado?

Como transformamos resultado em vantagem competitiva?

Dados. IA. Foresight. Estratégia. Pessoas.

Não para falar sobre tecnologia pela tecnologia.

Mas para entender como tudo isso pode ajudar pessoas e organizações a tomar melhores decisões e construir futuros melhores.

Do Hype ao ROI.

Esse é o caminho que me interessa.

Mineração de Dados

Ter minério no subsolo não significa ter valor econômico. Ter dados no Data Lake também não.

Essa foi uma das provocações que levei para uma aula de 8 horas sobre Dados, Inteligência Artificial e Transformação, realizada pela HSM & Singularity University para profissionais da Vale.

E poucas empresas oferecem uma metáfora tão boa para falar sobre dados quanto uma mineradora.

Uma jazida precisa ser descoberta, extraída, beneficiada e transformada antes que seu potencial se converta em valor. Com dados acontece algo parecido.

Dado bruto → Estruturação → Qualidade → Contexto → Analytics & IA → Decisão → Valor.

Por isso, uma parte importante da nossa conversa foi sobre Data as an Asset. Não basta acumular dados. Para que eles sejam realmente tratados como ativos, precisamos saber onde estão, o que significam, se são confiáveis, quem responde por eles e, principalmente, que decisões, produtos ou processos melhores eles são capazes de habilitar.

Escala de Maturidade em IA

Hoje quero falar com vocês sobre Maturidade no Uso de IA.

Não, não no contexto de Legal & Compliance, mas, sim, em um contexto de Escala de Maturidade.

Se imaginássemos que a Jornada de IA de uma empresa ou indivíduo fosse uma escada, quais seriam os degraus iniciais? Qual seria o topo dela?

Vem comigo:

A maioria das pessoas mede sua maturidade em IA pelas ferramentas que utiliza.

Eu acredito que esse é apenas o começo.

Na prática, a evolução acontece quando a IA passa a transformar a forma como trabalhamos.

É uma jornada de maturidade que (hoje) enxergo como possuindo seis níveis (este trabalho ainda está em construção):

1️⃣ IA Assistente
ChatGPT, Claude, Gemini… A IA ajuda a executar tarefas do dia a dia.

2️⃣ IA Eficiente
Prompt Engineering e técnicas avançadas permitem extrair respostas muito melhores e mais consistentes.

3️⃣ IA Autônoma
Agentes começam a executar tarefas completas, reduzindo trabalho manual e acelerando entregas.

4️⃣ IA Especialista
GPTs personalizados, Projects, Gems e RAG tornam a IA especialista no seu contexto e no conhecimento da sua organização.

5️⃣ IA Conectada
Ferramentas como n8n, Make e Power Automate conectam sistemas e automatizam processos de ponta a ponta.

6️⃣ IA como Colega de Trabalho
Multiagentes, MCP e APIs permitem que a IA trabalhe integrada ao ecossistema da empresa, colaborando com pessoas e outros sistemas para gerar valor em escala.

Mas existe uma segunda dimensão que considero ainda mais importante.

A maturidade não depende apenas da tecnologia utilizada, e sim da escala do impacto que ela gera:
👤 Indivíduo → melhora sua produtividade.
👥 Equipe → acelera a colaboração.
🏢 Departamento → transforma processos.
🏭 Empresa inteira → cria novas vantagens competitivas.

Em outras palavras, não é sobre a tecnologia usada.

É sobre o impacto que ela gera no negócio.

E a maturidade não é sobre a complexidade da tecnologia usada. É sobre a maturidade da liderança em construir sistemas de gestão e inovação neste novo cenário.

Aqui fazemos a IA mexer ponteiro

A IA que traz resultados não tem glamour.

Já reparou como toda feira de inovação dá um jeito de conseguir um robô humanóide (ou até “cachorróide” rs) para ficar andando pelos corredores?

Isso acontece porque é uma maneira midiática de tangibilizar a inovação. Pega bem nos stories e nos tiktoks.

Mas a IA que traz resultados, aquela que mexe o ponteiro no fim do dia, é zero glamour.

Entender o fluxo de valor do cliente, [re]desenhar processos, remover gargalos, integrar sistemas, desbloquear valor: estas são apenas algumas das atividades que de fato trazem retorno sobre o investimento, mas não ganham tantos likes nas social medias.

E, embora tudo isso possa ser feito 100% remotamente, ainda acredito muito na sinergia do trabalho conjunto, presencial, no olho-no-olho.

Porque aqui na Máquina de Dados não endeusamos a maximização do uso de tokens, preferimos maximar a sola de sapato gasta para que você possa maximizar o seu retorno sobre o investimento.

Aproveito para agradecer aos clientes e parceiros que estão conosco nesta jornada. Deixo abaixo alguns registros dessas últimas semanas.

20 Anos em Dados

Há 20 anos eu comecei minha jornada trabalhando com Dados.

Naquela época, Inteligência Artificial parecia algo distante. Big Data ainda nem era um termo popular. E convencer empresas de que dados poderiam apoiar decisões estratégicas já era, por si só, um enorme desafio.

De lá pra cá, a tecnologia mudou completamente.

Mudaram as ferramentas, as arquiteturas, as linguagens, a velocidade das transformações e até a forma como trabalhamos.

Mas uma coisa nunca mudou: no fim, trabalhar com Dados nunca foi sobre dados.

Sempre foi sobre pessoas.
Sobre ajudar organizações a enxergarem melhor seus desafios. Sobre transformar complexidade em clareza.
Sobre apoiar decisões mais inteligentes, humanas e conscientes.

Neste mês, a Máquina de Dados completa 9 anos. E eu completo 20 anos atuando na área de Dados, BI, Big Data e IA.

Esse carrossel reúne algumas das reflexões, aprendizados e provocações que marcaram essa trajetória.

Obrigado a todos os clientes, parceiros, amigos, alunos e equipes que fizeram parte dessa caminhada até aqui.

E, principalmente, obrigado por acreditarem que tecnologia só faz sentido quando ajuda pessoas a construírem futuros melhores.

Letramento Analítico na Magalu

Se você não acredita em mim, pelo menos acredite no Fred Trajano!

Brincadeiras à parte, a Magalu fez sua Transformação Digital com base nas premissas colocadas pelo Fred, que foram base do que o promoveram à CEO, juntamente com a transformação da cultura interna.

Agora, com a AI, a Magalu também está em um movimento de vanguarda, tendo publicado, há cerca de um ano atrás, o seu “Manifesto AI”, divulgado publicamente ontem.

Neste Manifesto AI, Fred & Equipe deixam claros alguns pontos e eu gostaria de salientar o segundo: “IA obrigatória para áreas de análises e inteligência”

Isso é algo em que acredito muito, inclusive tem sido tema de minhas palestras e workshops mais recentes, incluindo um no Executive Program da Singularity University.

Gosto de fundamentar nossos alunos em toda a base teórica e filosófica da análise de dados, para que eles possam tomar as melhores decisões possíveis, independentemente da ferramenta a ser utilizada: do papel & caneta ao motor de GenAI mais recente.

Em um mundo onde as ferramentas de IA retiram a fricção tecnológica dos pipelines e dashbords, uma coisa se mantém muito importante: como estruturar o pensamento para fazer uma verdadeira análise de dados?

E você, como tem abordado este assunto na sua empresa?

O Clube dos 5%

Framework de 7 Passos para entrar no Clube dos 5%:

Hoje tive o prazer de participar do Download SXSW 2026 da HSM no Learning Village.

Diversos pontos interessantes foram trazidos pelos palestrantes e panelistas, mas gostaria de ressaltar os sete passos para o sucesso em Projetos de IA.

Como todos sabem, atualmente cerca de 95% dos Projetos de IA não atingem os resultados esperados.

Então como fazer parte do Clube dos 5%?

O framework abaixo auxilia (muito) neste processo:

1. Dados de qualidade
2. Redesenho de processos
3. Papéis Redefinidos
4. Arquitetura das Decisões
5. Métricas Realinhadas
6. Governança de IA
7. Cultura de Experimentação

Nos próximos posts irei detalhar melhor as implicações de cada passo.

Receba Folhetos no WhatsApp

“Receba nossos folhetos no Whatsapp”.

É desta maneira que muitas empresas, ainda hoje, tratam sua Transformação Digital & Agentificação por IA.

Há cerca de 10 anos atrás, com a expansão dos smartphones e a introdução do 4G, o termo Transformação Digital ganhou força, levando muitas empresas para o universo dos Apps.

Nesta onda da Transformação Digital algumas empresas aproveitaram para repensar seus processos e seus Jobs to be Done:

– O iFood, por exemplo, deixou de ser o call center da época da Disk Cook para se tornar o Super App que conhecemos hoje

– O Nubank aproveitou as dificuldades criadas pelo sitema financeiro tradicional para se tornar uma força em expansão internacional

Porém, outras empresas, apenas resolveram “mandar seus folhetos por WhatsApp”.

O crescimento da Agentificação por IA está abrindo um novo momento semelhante para as empresas. Agora é o momento de reavaliar seus processos e seus Jobs to be done.

No varejo, por exemplo, a IA pode ajudar a repensar processos de estoque, planejamento, ruptura, vendas e a própria experiência do shopper.

Ou você pode criar um chatbot pra mandar folheto.

Que legado você quer construir?

Conheça o Claude Cowork

Conheça a grande inovação de IA da semana, o Claude Cowork, sem enrolação.

Descrição objetiva e direta ao ponto!

2026: CES & NRF

🔎 O que muda quando a forma de decidir muda?

CES 2026 + NRF 2026: entre hype e impacto real da IA

Ambos tiveram a Inteligência Artificial (IA) como protagonista, mas com focos, ritmos e proposições diferentes.

⸻

🎯 1. CES 2026: visão, gadgets e narrativa do futuro

A CES é há décadas o palco onde a tecnologia e a imaginação se encontram. Em 2026, destacaram-se:
• IA integrada ao hardware e ao cotidiano — wearables que prometem agir como “um segundo cérebro” e assistentes de contexto natural.
• Robôs e dispositivos físicos, incluindo tentativas de robôs humanoides e robôs domésticos.
• Avanços em display, autonomia de bateria e UX para dispositivos conectados.

A narrativa aqui tende a misturar inspiração com especulação, muitas vezes mais alinhada ao hype tecnológico do que à aplicabilidade imediata.

⸻

🛍️ 2. NRF 2026: IA que gera valor, não apenas conversa bonita

O tema “The Next Now” resume o ponto:
📌 o futuro não está distante — ele já está em execução hoje.

Destaques práticos:
• Agentic Commerce — IA que não só recomenda produtos, mas age em nome do consumidor, transformando a jornada de compra em um fluxo contínuo e muito mais eficiente.
• Experiências sem atrito — onde dados, contexto e autonomia da IA reduzem fricções na descoberta, avaliação, compra e pós-venda.
• Uso pragmático de dados e métricas — a IA é aplicada para medir impacto real em vendas, rentabilidade, logística e fidelização, não somente para gerar relatórios bonitos.

⸻

🧠 Hype × Pé no chão: onde está o valor real?

Em eventos como a CES, vemos tecnologias que capturam nossa imaginação — robôs humanoides que parecem saídos de filmes de ficção científica.

Em contraste, temos soluções que já estão gerando impacto no curto e médio prazo:

💡 Wearables com IA que fazem sentido em produtividade pessoal.
💡 Assistentes inteligentes de contexto capazes de organizar prioridades.
💡 IA operacional em varejo que melhora decisões de oferta, estoque, personalização e experiência do cliente.
💡 Agentic commerce, que redefine o papel da IA — de assistente para executor de decisões comerciais.

A diferença essencial está na forma de decidir:
• antes, decisões eram tomadas com base em experiência humana + heurísticas;
• agora, decisões começam a ser tomadas com base em IA operando em tempo real, com dados contextuais e autonomia de execução.

⸻

📌 Conclusão: quando a forma de decidir muda, o jogo muda

A CES 2026 nos mostrou possibilidades, já
a NRF 2026 nos mostrou realidade, onde a IA já está mudando os modelos de operação e negócio.

O valor não está apenas em o que a IA pode fazer, mas em como ela é usada para apoiar decisões que geram impacto real.

⸻

🚀 E na prática?

Na Máquina de Dados, acreditamos que crescer no mundo da IA não é sobre adotar tudo que é lançado no palco.

Quer transformar decisões em execução inteligente e geração de valor real?

👉 Bora conversar.